sexta-feira, 20 de março de 2009

A voz da alma...

Chegamos a um patamar de auto-destruição, onde a chama “evolução” está acabando com os animais, o meio ambiente, e nós mesmos.

Até onde vai?

“Embora o sofrimento do animal que será abatido se inicie já em seu nascimento, é no matadouro que ele encontra o seu fim.” (Sérgio Greif, biólogo -
http://vista-se.com.br/site/visita-ao-matadouro/ ). Lutar contra o consumo da carne e o sofrimento dos animais parece soar um tanto inocente e até mesmo pretencioso, tendo em vista o enorme mercado que envolve e a quantidade de dinheiro que ele movimenta ao redor de toda a orbe terrestre. Mas as consequências de todo este processo vai desde um organismo doente a um planeta cada vez mais destruído.Estudiosos afirmam que o consumo excessivo de carne vermelha pode causar muitos danos ao corpo humano segundo a revista Superinterresante ( pag. 50, dezembro de 1998 ), com o julgamento das maiores autoridades do planeta no combate ao câncer, a carne passa ser o inimigo número 2 perdendo apenas para o cigarro, de acordo com a bancada de juízes reunida no 17º congresso mundial de câncer, em agosto no Rio de Janeiro. Segundo os médicos, 35% de todas as mortes por câncer se devem em boa parte ao abuso do consumo de filés, lombos e lingüiças. A gordura dificulta a digestão, fazendo o fígado e o estômago produzir muito mais ácido, levando a corrosão das paredes do intestino, que podem provocar mutações cancerígenas explicou à revista o oncologista suíço Fabio Levi, da universidade de Lausanne. Tudo isso de liga ao consumo desenfreado de carne, mas se você adotar uma dieta 100% vegetariana e desistir de toda comida animal, vai ter que comer muito feijão para compensar e pelo menos 1k de leguminosa para suprir todas as suas necessidades aminoácidas. Especialistas sugerem um cardápio bem variado, tanto com carne quanto vegetais, cereais e outros nutrientes. Além dos males ao organismo a produção e o consumo em excesso vêem gerando problemas, tanto éticos quanto ambientais. Para se ter uma idéia, para produzir 1k de carne são gastos 15 mil litros de água, afirma a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A Carne é Fraca, documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa, são abordado alguns temas como estes, um documentário desagradável para qualquer espécie de carnívoro, que nos leva a entender mais claramente todo o processo da produção dos mais diversos tipos de carne. Profissionais bem articulados e esclarecidos, desde jornalista à médicos, argumentam a respeito do sofrimento e do impacto ambiental que este mercado gera. De acordo com o documentário, o consumo mundial de carne está passando de 250 milhões de toneladas anuais, e isso se utiliza e requer cada vez mais recursos naturais, prejudicando o meio ambiente, exigindo cada vez mais área para a criação dos animais e mais água para alimentação e higiene, afirma o jornalista Washington Novaes.Muitas pessoas gostam de acreditar que a carne que lhes são servida, veio de uma feliz vaquinha, que pastava na fazenda dentro de um agradável ambiente e que sua execução foi-se dada por um passe de mágica, sem dor nem mágua, ou simplesmente esqueçemos que ela teve de morrer para nos alimentar. Assim fazemos, para nos conformarmos, e assim nos é dito através de falácias e da própria indústria da carne para ficarmos mais tranquilos de que ela não passa de um bife servido à mesa.Completamente enganados estamos. A Carne surge da vida, e posteriormente da morte tendo como percurso o sofrimento e a crueldade, sem exeções quanto ao tipo do animal e a variedade da carne. A luta pela qualidade torna todo o processo ainda mais pesado, covarde e doloroso. Hoje o consumo e a produção de carne é um dos maiores problemas ambientais e sociais do planeta, além de retirar muito mais do que se repõe, os animais são submetidos a muitas atrocidades. Apesar de todos os maus tratos e a brutalidade como são abatidos, não são só eles os prejudicados, mas também, aos que os consomem. O estresse e as substâncias químicas utilizadas para “melhorar” o rendimento do animal como antibióticos e hormônios, além das toxinas geradas minutos antes do abate, ficam contidas na carne até chegar no estômago do consumidor, podendo trazer sérias consequências ao seu organismo. Não só os problemas gerados pelo consumo são levados em consideração, más também a vida dos animais. A brutalidade no processo de produção dos pintinhos é indiscutível, assim que nascem seus bicos são cortados para quando adultos não praticarem o canibalismo gerado pelo estresse, um ato que não é natural da espeécie .Sem falar nos bovinos e suínos que são tratados como “máquinas” pelo simples prazer capitalista humano. Podemos concluir que a produção e o consumo de carne está e um patamar de destruição mundial, ética, vital e ambiental, até onde vai?

De acordo com o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado do Paraná , em 2007 a produção de carne (bovina, suína, frango e ovelha) foi de 260,8 Milhões de toneladas, e há uma perspectiva de que em 2017 a produção deve atingir 304,3 Milhões.“As maiores taxas de crescimento da produção no período 2007/08 a 2017/18 são para a carne de frango, que deve crescer a 3,3% ao ano, e a de bovinos, cujo crescimento projetado para esse período é de 2,5% ao ano, alcançando 14 milhões de toneladas em 2018. Por último, a produção de carne suína tem um crescimento projetado de 1,86% ao ano.” Existindo uma projeção tão segura para mais dez anos de produção da carne, isso mostra que a tendência e o mercado vem crescendo, entusiasmando seus produtores. Devemos então tomarmos uma postura mais reflexiva diante de tal situação? Ou nos conformarmos com nosso consumo diário deste produto? Pensar na nossa saúde e na dos nosso filhos? Pensar nos animais?

No futuro do Planeta?
Para onde tudo isso caminha?
Até onde vai?

Links:
http://.organismo.art.br/
http://video.google.com/videoplay?docid=-6718434770864499282
http://o
rganismo.art.br/blog/?m=200512

Saiba mais no site:

http://www.institutoninarosa.org.br/

Reflita um pouco, olhe para si mesmo...
Bom dia de luz, e até mais!

Hudson Martins

2 Deixe aqui suas idéias...:

GEABio disse...

O texto é interessante. Faz parte da cultura acreditar que a carne é super energética e essencial à alimentação...Sabendo que isso não é verdade aparece a parte mais difícil que é se sensibilizar com isso. As pessoas não se importam nem com a própria saúde; comem, bebem e fumam excessivamente; imagine se vão se preocupar com o meio ambiente ou muito menos com os animais! O brasileiro está satisfeito até que o problema não o afete diretamente, seja com uma doença ou uma catástrofe, só vai parar de beber quando estiver com cirrose ou de correr no trânsito depois de uma batida...Enfim, o que falta é reflexão!

GEABio disse...

Ah! Não comer carne deixa o teu paladar muito mais aguçado =D